O verde de todas as cores
verde claro, escuro, mesmo assim
tal qual o verde existe em mim,
seja de esperança, de saudade, de bandeira
será verde de qualquer maneira
todo o verde inscrito em meus amores.
Verde foi o princípio bem profundo
de um verde escuro sem igual,
vitória verde sobre todo o vale
onde nasceu verde a cada dia
a verde paixão em que vivia
a felicidade verde clara deste mundo.
E a onda azul celeste, qual herói,
tocou no amarelo com seus seios...
e no fim de múltiplos enleios
virou verde, verde claro, verde alface
e os verdes projectaram cada face
no sonho de amor que se constrói!
domingo, 1 de julho de 2007
sábado, 30 de junho de 2007
SÓ PARA VER SE ME APOSENTAM
TRRIIIMM.. TRRIIIMM... TRRIIIMM. Responde o atendedor de chamadas:
"Obrigado por ter ligado para o Júlio de Matos, a companhia mais adequada aos seus momentos de maior loucura.
- Se é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;
- Se é dependente, peça a alguém que marque o 2 por si;
- Se tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;
- Se é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;
- Se sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;
- Se é esquizofrénico, oiça com atenção, e uma voz interior indicará o número a marcar;
- Se é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa sua lamentável situação.
Porém, se VOCÊ votou Sócrates, não há solução, desligue e espere até 2009.
Aqui atendemos LOUCOS e não INGÉNUOS!
Obrigado!
sexta-feira, 29 de junho de 2007
MEDOS
Tempo de fuga alterosa,
complexa, turbulenta, marginal,
arte de trocar o que está mal
por fantásticos sonhos, irreais,
que nos confundem muito mais
que uma história simples, amorosa.
Os medos que nos rodeiam,
que nos fazem transpirar
no tempo, modo e lugar
onde estamos e não queremos,
uns dias mais, outros menos,
cortam os sonhos, cerceiam...
Mas queremos correr, mesmo sós,
sentir que voar no mesmo sítio
é fácil se o livre arbítrio
fôr valor que temos sempre,
que nos permita, finalmente,
descobrir o mundo novo que há em nós.
Lutando contra mil e um queixumes
que vestem teu corpo, perfeito,
abrimos o céu no nosso peito
e conduzimos nossa alma ao infinito,
matando esse medo com um grito,
inventando sim, novos perfumes.
complexa, turbulenta, marginal,
arte de trocar o que está mal
por fantásticos sonhos, irreais,
que nos confundem muito mais
que uma história simples, amorosa.
Os medos que nos rodeiam,
que nos fazem transpirar
no tempo, modo e lugar
onde estamos e não queremos,
uns dias mais, outros menos,
cortam os sonhos, cerceiam...
Mas queremos correr, mesmo sós,
sentir que voar no mesmo sítio
é fácil se o livre arbítrio
fôr valor que temos sempre,
que nos permita, finalmente,
descobrir o mundo novo que há em nós.
Lutando contra mil e um queixumes
que vestem teu corpo, perfeito,
abrimos o céu no nosso peito
e conduzimos nossa alma ao infinito,
matando esse medo com um grito,
inventando sim, novos perfumes.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
AIRSHPEADPSCVMCI
Caramba, isto é de partir a carola a um santo! Ainda por cima, vocês até sabem esta treta das siglas, sei lá CIP, CAP, CCP, ADSL, SLB, SCP ou FCP, para não falar em CDS, PSD, PCP, PS ou ainda A8, CCB, EXPO, CP, TAP, mas... AIRSHPEADPSCVMCI é tão simples como "A importância remanescente da solidariedade humana e dos princípios elementares de altruísmo e dedicação ao próximo numa sociedade cada vez mais competitiva e individualista".
Acho que não estão a perceber muito bem a coisa, mas eu explico. Descobri que o ex-ministro das finanças, Campos e Cunha vai dar uma conferência no Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, subordinada ao tema "AIRSHPEADPSCVMCI".
O "Correio da Manhã" dedicou pouco espaço para publicitar a referida conferência, a qual, com este título, merecia pelo menos, tanto espaço como o comentário do treinador do Benfica ao desabafo do Joe Berardo (perdõe-me a familiaridade) sobre a estrela Rui Costa, que ainda vai fazer esquecer o Eusébio na história do futebol nacional.
Na verdade, a solidariedade nasceu com o homem, tem tido fases boas e menos boas, conforme o tema em questão mexe mais com cada um de nós e embora não esteja muito dentro do assunto, aceito que haja em Portugal milhares de pessoas a trabalhar desinteressadamente pelo bem do próximo, seja através de movimentos organizados, seja através de contributos individuais e anónimos.
Quem nunca sentiu vontade de ajudar, depois de olhar imagens dramáticas nos meios de comunicação social, muitas vezes sentindo alguma impotência e aquele choque envergonhado de quem tem quase tudo em comparação com quem não tem absolutamente nada? Depois, passam alguns minutos, o nó na garganta vai desaparecendo e o assunto é cilindrado por um anúncio ao novo topo de gama que se pode comprar sem problemas, começando a pagar "só no próximo ano"...
Mas "AIRSHPEADPSCVMCI" como tema de uma conferência nunca me tinha passado pelo cabeça, isto é quase tese de mestrado, oh Cunha! ainda por cima, se ele chegar um pouco atrasado e ler o tema devagarinho, está meia conferência feita. A situação está complicada até nesta matéria da solidariedade... antigamente era a "sopa dos pobres", a "misericórdia", a "roda", a "conferência de s. vicente de paula", depois vieram as organizações mais século XX, como as "Ligas", "Associações de Beneficência", "Lares", "Associações sem fins lucrativos", "Bancos Alimentares" e outros. Por último, estamos a assistir ao advento das "Fundações", normalmente criadas por pessoas de bem (milionários, políticos ou figuras públicas), administradas por pessoas de bem, também, e onde as verbas que chegam a quem precisa mesmo são apenas uma pequena parcela do que entrou. Sabe, temos tanta gente a trabalhar nisto...
A propósito, ouvi há dias que as Nações Unidas tinham cedido 100 tendas para refugiados no Paquistão... 100? é mesmo cem? esta solidariedade está pela hora da morte.
Embora com muita dificuldade em soletrar "AIRSHPEADPSCVMCI", não deixarei de contribuir sempre que possível para todas as causas que me pareçam louváveis, mesmo sabendo que só uns cêntimos de cada euro dado chegarão aos mais necessitados e, já agora, vá dando um pouco de si aos outros... todos ficaremos melhor.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
RELIGIÕES...
Um véu tapa o rosto,
de uma mulher que nasceu
no lado errado do céu...
É a "coisa" que se vende
e que à família rende
pouco mais que um desgosto.
E se o caso ficasse aqui...
para fácil solução,
há que ter sempre à mão
um doutor de leis celestes,
que em tudo isto está prestes
a surgir um khomeini.
de uma mulher que nasceu
no lado errado do céu...
É a "coisa" que se vende
e que à família rende
pouco mais que um desgosto.
E se o caso ficasse aqui...
para fácil solução,
há que ter sempre à mão
um doutor de leis celestes,
que em tudo isto está prestes
a surgir um khomeini.
terça-feira, 26 de junho de 2007
O DETECTOR
Não é por nada, mas essa do detector até tem uma certa piada, embora o "sketch" acabe direito por linhas tortas. O "senhor engenheiro", para justificar a utilidade do detector, farta-se de mentir... ele é o dilúvio, para acabar em três gotinhas, ele é a casa a arder para acabar num fósforo... tudo porque ele tem detector. E aquela cambada de palermas que nunca tinham ouvido falar no detector. Com esta novidade dos detectores tudo vai ser simples a partir de agora, especialmente para "detectar" o défice... então congelaram-se as carreiras do funcionalismo, aumentou-se essa maralha abaixo da inflação, só se reformam quando as galinhas tiverem dentes e... o défice mantém-se? acho que isto só lá vai mesmo com o detector à saída do Banco de Portugal, pelo menos para detectar para onde foram esses milhões todos. Lembrei-me de um anúncio da TV Cabo, que também nos diz que vai passar a utilizar detectores, mas estes são de tvs piratas. O anúncio até é giro, pede-nos para não desligar o televisor, que estão a detectar receptores piratas e depois no final dão conta de que "por agora" é só a fingir, mas qualquer dia vai ser a sério e os que forem detectados vão pagar uma fortuna, que é para não serem espertos. Há aqui uma complicaçãozinha, porque a polícia do Porto (notícia dos jornais) não conseguiu entrar em casa de um pirata com duas crianças maltratadas e vai conseguir entrar em casa de quem tem um receptor pirata? Mas voltando ao detector, eu acho que isso podia aplicar-se noutras tarefas importantes, sei lá...
- 5.000 funcionarios públicos a mais?... 50.000... 500.000!!!!
- 500.000 a mais???
- Pois, foi o detector...
- O detector???
E podia aplicar-se o detector em muitas outras investigações...
- E a licenciatura? para cima de 30 cadeiras... 15 cadeiras... 4 cadeiras!!!
- 4 cadeiras???
- Pois, foi o detector...
- O detector???
Mas há tantas e tão boas razões para a instalação de detectores, que não posso esquecer um local de referência... a Direcção Regional de Educação do Norte.
- E as anedotas sobre a licenciatura do primeiro ministro? para cima de 500... 50... 5... acho que era só uma!!!
- Só uma???
- Pois, mas essa deu processo...
- Por causa do detector?
- Não, por causa do delator!
- 5.000 funcionarios públicos a mais?... 50.000... 500.000!!!!
- 500.000 a mais???
- Pois, foi o detector...
- O detector???
E podia aplicar-se o detector em muitas outras investigações...
- E a licenciatura? para cima de 30 cadeiras... 15 cadeiras... 4 cadeiras!!!
- 4 cadeiras???
- Pois, foi o detector...
- O detector???
Mas há tantas e tão boas razões para a instalação de detectores, que não posso esquecer um local de referência... a Direcção Regional de Educação do Norte.
- E as anedotas sobre a licenciatura do primeiro ministro? para cima de 500... 50... 5... acho que era só uma!!!
- Só uma???
- Pois, mas essa deu processo...
- Por causa do detector?
- Não, por causa do delator!
sexta-feira, 22 de junho de 2007
SOMBRAS...

Há uma sombra em nós
que acompanha a claridade
ao momento, na verdade...
de dia, na hora certa
afasta-se quando desperta
o prazer de estarmos sós.
Mas estamos sempre juntos,
fica, quando o sol vai alto,
põe-nos sempre em sobressalto,
à tardinha vai embora,
mas à noite volta e chora...
sonha connosco outros mundos.
Mas se te esqueceres dela
procura outra melhor
que tenha cheiro, sabor,
seja alta e reflita
o jeito de quem já grita
por uma sombra tão bela.
que acompanha a claridade
ao momento, na verdade...
de dia, na hora certa
afasta-se quando desperta
o prazer de estarmos sós.
Mas estamos sempre juntos,
fica, quando o sol vai alto,
põe-nos sempre em sobressalto,
à tardinha vai embora,
mas à noite volta e chora...
sonha connosco outros mundos.
Mas se te esqueceres dela
procura outra melhor
que tenha cheiro, sabor,
seja alta e reflita
o jeito de quem já grita
por uma sombra tão bela.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
CUIDADO COM O APELIDO!
Não sei se já repararam mas é na Conservatória do Registo Civil que, salvo raras excepções, se traça o destino do pessoal. Quer queiramos, quer não, é o pai ou a mãe que num gesto bem simples dão um futuro mais ou menos risonho a essa juventude que, sem o saber está com o futuro quase traçado, sem necessidade de consultas ao psicólogo, às muitas comissões de acompanhamento ou ao telefone do SOS Criança.
Vem tudo isto a propósito de alguma experiência desportiva, o tal “cheiro do balneário” que fui adquirindo com o tempo e que não tem nada a ver com a minha formação académica. Não confunda alhos com bugalhos e venha brincar um pouco com o simples facto de, o nome de um jovem poder ter influência no seu futuro, mau grado a necessidade de saber fazer o mínimo dos mínimos.
É mesmo, o apelido é fundamental para obter sucesso, às vezes mais importante até que saber praticar a modalidade desportiva. Eu sei que depois há outros aspectos a ter em conta, claro, porque um gajo pode ter jeito (e são mais que muitos com jeito), pode ter a tal habilidade, saber dar uns toques, cuspir para o chão 157 vezes durante o jogo, chamar nomes ao árbitro, deitar-se para o chão quando está cansado ou a equipa está a ganhar. Mas perfeito, perfeito é mesmo ter nascido com um nome que se adapte à modalidade onde quer ser campeão.
Comecemos pelo remo, alguma vez o João Maria, o Manuel Francisco ou o José Carlos poderia ser campeão em “laser”, “mistral” ou “optimist”. Sabe o apelido dos craques? Pois é, Melo, Lima, Schedel, Prieto, Lacerda, para só falar de portugueses…
Agora passamos para o ciclismo e lá temos o Azevedo, o Neves, o Faria, o Anão, o Cabreira, o Carvalho e o Andrade, só para referir a equipa do LA Alumínios, mas poderíamos falar do João Roque, do Alves Barbosa, do José Maria Nicolau, ou do Joaquim Agostinho… você já viu um jovem chegar a uma escola de futebol e o “mister” perguntar:
- Como é que te chamas?
- Joaquim Agostinho (ou Joaquim Andrade, ou Joaquim Calquinhas, ou…)
- Olha, hoje não dá, já temos alguns 50 para treinar… volta cá p`rá próxima época.
Agora uma versão diferente, com os mesmo protagonistas:
- Como é que te chamas?
- Quim (ou Kim, ou Quinzinho, ou Keane…)
- Vai equipar… a propósito, a que lugar é que jogas?
Pequenos pormenores que fazem a diferença, claro, mas se se chamar Simões, Ricardo, Jardel, Simão, Moutinho, Veloso ou Bosingwa a situação melhora.
A propósito do Bosingwa, no primeiro jogo de uma selecção de sub-20, em Toulon, o locutor passou o jogo a chamar-lhe o verdadeiro nome, sabe qual? José da Silva, caramba!. Por pouco não arruinou a carreira futebolística ao rapaz.
Vá por mim, o futuro do seu filho está nas suas mãos, ou melhor, na “certidão de nascimento”, mas não exagere, não caia na patetice de lhe chamar Pele ou Eusébio, porque aí eles vão desconfiar que é só marketing.
Vem tudo isto a propósito de alguma experiência desportiva, o tal “cheiro do balneário” que fui adquirindo com o tempo e que não tem nada a ver com a minha formação académica. Não confunda alhos com bugalhos e venha brincar um pouco com o simples facto de, o nome de um jovem poder ter influência no seu futuro, mau grado a necessidade de saber fazer o mínimo dos mínimos.
É mesmo, o apelido é fundamental para obter sucesso, às vezes mais importante até que saber praticar a modalidade desportiva. Eu sei que depois há outros aspectos a ter em conta, claro, porque um gajo pode ter jeito (e são mais que muitos com jeito), pode ter a tal habilidade, saber dar uns toques, cuspir para o chão 157 vezes durante o jogo, chamar nomes ao árbitro, deitar-se para o chão quando está cansado ou a equipa está a ganhar. Mas perfeito, perfeito é mesmo ter nascido com um nome que se adapte à modalidade onde quer ser campeão.
Comecemos pelo remo, alguma vez o João Maria, o Manuel Francisco ou o José Carlos poderia ser campeão em “laser”, “mistral” ou “optimist”. Sabe o apelido dos craques? Pois é, Melo, Lima, Schedel, Prieto, Lacerda, para só falar de portugueses…
Agora passamos para o ciclismo e lá temos o Azevedo, o Neves, o Faria, o Anão, o Cabreira, o Carvalho e o Andrade, só para referir a equipa do LA Alumínios, mas poderíamos falar do João Roque, do Alves Barbosa, do José Maria Nicolau, ou do Joaquim Agostinho… você já viu um jovem chegar a uma escola de futebol e o “mister” perguntar:
- Como é que te chamas?
- Joaquim Agostinho (ou Joaquim Andrade, ou Joaquim Calquinhas, ou…)
- Olha, hoje não dá, já temos alguns 50 para treinar… volta cá p`rá próxima época.
Agora uma versão diferente, com os mesmo protagonistas:
- Como é que te chamas?
- Quim (ou Kim, ou Quinzinho, ou Keane…)
- Vai equipar… a propósito, a que lugar é que jogas?
Pequenos pormenores que fazem a diferença, claro, mas se se chamar Simões, Ricardo, Jardel, Simão, Moutinho, Veloso ou Bosingwa a situação melhora.
A propósito do Bosingwa, no primeiro jogo de uma selecção de sub-20, em Toulon, o locutor passou o jogo a chamar-lhe o verdadeiro nome, sabe qual? José da Silva, caramba!. Por pouco não arruinou a carreira futebolística ao rapaz.
Vá por mim, o futuro do seu filho está nas suas mãos, ou melhor, na “certidão de nascimento”, mas não exagere, não caia na patetice de lhe chamar Pele ou Eusébio, porque aí eles vão desconfiar que é só marketing.
VIAGENS
Escrever é partir
na viagem das palavras
modelá-las, beijá-las, afagá-las...
ouvir o som das ondas, das marés,
elevá-las ou deixá-las a teus pés
sempre que te apetecer sorrir.
Transportando os cheiros da fazenda,
da luz que se peneira sem querer,
queimando as pestanas do prazer...
semicerro as persianas no braseiro,
revejo a nitidez do mundo inteiro
e prometo felicidade, sem emenda.
na viagem das palavras
modelá-las, beijá-las, afagá-las...
ouvir o som das ondas, das marés,
elevá-las ou deixá-las a teus pés
sempre que te apetecer sorrir.
Transportando os cheiros da fazenda,
da luz que se peneira sem querer,
queimando as pestanas do prazer...
semicerro as persianas no braseiro,
revejo a nitidez do mundo inteiro
e prometo felicidade, sem emenda.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
UM AEROPORTO SÓ PARA MIM!
Com todo o alarido verificado à volta da construção do novo aeroporto de Lisboa, nada me impede de dar o meu contributo para a resolução de um problema nacional, embora eu saiba que 80% dos portugueses não tem dinheiro para andar de carro, quanto mais de avião. Pela nossa parte lá vamos uma ou duas vezes por ano até à Portela, como quem vai até Fátima no 13 de Maio, até porque sentimos necessidade de dizer aos amigos que também andamos de avião e não levem a mal, mas tudo isto contribui para elevar a nossa auto-estima, sempre necessária para nos manter com aquele sorriso "pepsodent" antes e depois de qualquer viagem.
Estou a lembrar-me de alguns aeroportos e não creio que essas infra-estruturas sejam tão difíceis de planear que se tornem casos nacionais, como em Portugal. Um aeroporto em Portugal só pode trazer dificuldades de localização porque a classe dirigente continua a entender que para lá do rio são os "allgarves" e para norte de Moscavide é serra. Qualquer pequena cidade europeia tem o seu aeroporto, capaz de servir uma pequena região e se não é luxuoso, é eficaz, afinal é isso que os passageiros querem, ou seja, aviões a partir e a chegar a horas, umas lojas para comprar umas lembranças de última hora e umas cadeiras confortáveis onde se possa ler um jornal.
Aqui ao lado, em Espanha, existem 41 aeroportos, com distâncias entre eles que em muitos casos rondam a centena de quilómetros, enquanto em Portugal os artistas que nos governam, fazem de um novo aeroporto o desafio do século XXI.
Esquecem-se que a malta não é parva e que estas confusões servem a uma meia dúzia de espertos para ganhar mais uns cobres. Eu, por exemplo, já comecei a fazer um projecto de um novo aeroporto aqui na minha zona, onde estão concentradas todas as condições para desenvolver o país, trazer novos investimentos e elevar a qualidade de vida dos portugueses em particular e dos europeus em geral. Sim, porque aqui é que é o núcleo do desenvolvimento que todos desejamos. Ora vejamos, a praia a 50 kms, Fátima a 20, a A1 e a A23 a 6, Lisboa a 100 e o Porto a 200 (já fica um pouco afastado, mas quem é que quer ir para o Porto?) é uma zona privilegiada. O local ideal para o aeroporto? Eu sei que vou criar alguma polémica, mas eu apontava para a Serra de Santo António, é um local sem grandes aglomerados e terraplanava-se num instante. É muito alto? Quito, no Equador tem o aeroporto mais alto e ainda ninguém morreu. Além do mais tínhamos pedra com fartura para fazer as pistas, os edifícios podiam ficar com a pedra à vista e poupava-se no reboco. Os terrenos são mais baratos porque não servem nem para plantar batatas e as visitas turísticas podiam começar logo à saída do avião, com um passeio às grutas.
O problema é que ainda não tenho uma associação constituída, tipo CIP, ACP, CCP, ADP... para apresentar o projecto, mas isso também não deve ser difícil de arranjar, para além de ter de fazer tudo isto em 6 meses...
A minha equipa está a funcionar muito bem e nas infra-estruturas de apoio está quase tudo pronto, como podem observar, através da foto que apresento, onde o amarelo e o preto, as cores do meu concelho, irão predominar.
Dentro de 6 meses ficaremos a saber se a "4ª via" sai vencedora, como esperamos. Ota, Alcochete e Portela+1, todas têm neste momento mais votos negativos que esta proposta que vos faço.
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