terça-feira, 26 de junho de 2007

O DETECTOR

Não é por nada, mas essa do detector até tem uma certa piada, embora o "sketch" acabe direito por linhas tortas. O "senhor engenheiro", para justificar a utilidade do detector, farta-se de mentir... ele é o dilúvio, para acabar em três gotinhas, ele é a casa a arder para acabar num fósforo... tudo porque ele tem detector. E aquela cambada de palermas que nunca tinham ouvido falar no detector. Com esta novidade dos detectores tudo vai ser simples a partir de agora, especialmente para "detectar" o défice... então congelaram-se as carreiras do funcionalismo, aumentou-se essa maralha abaixo da inflação, só se reformam quando as galinhas tiverem dentes e... o défice mantém-se? acho que isto só lá vai mesmo com o detector à saída do Banco de Portugal, pelo menos para detectar para onde foram esses milhões todos. Lembrei-me de um anúncio da TV Cabo, que também nos diz que vai passar a utilizar detectores, mas estes são de tvs piratas. O anúncio até é giro, pede-nos para não desligar o televisor, que estão a detectar receptores piratas e depois no final dão conta de que "por agora" é só a fingir, mas qualquer dia vai ser a sério e os que forem detectados vão pagar uma fortuna, que é para não serem espertos. Há aqui uma complicaçãozinha, porque a polícia do Porto (notícia dos jornais) não conseguiu entrar em casa de um pirata com duas crianças maltratadas e vai conseguir entrar em casa de quem tem um receptor pirata? Mas voltando ao detector, eu acho que isso podia aplicar-se noutras tarefas importantes, sei lá...
- 5.000 funcionarios públicos a mais?... 50.000... 500.000!!!!
- 500.000 a mais???
- Pois, foi o detector...
- O detector???
E podia aplicar-se o detector em muitas outras investigações...
- E a licenciatura? para cima de 30 cadeiras... 15 cadeiras... 4 cadeiras!!!
- 4 cadeiras???
- Pois, foi o detector...
- O detector???
Mas há tantas e tão boas razões para a instalação de detectores, que não posso esquecer um local de referência... a Direcção Regional de Educação do Norte.
- E as anedotas sobre a licenciatura do primeiro ministro? para cima de 500... 50... 5... acho que era só uma!!!
- Só uma???
- Pois, mas essa deu processo...
- Por causa do detector?
- Não, por causa do delator!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

SOMBRAS...


Há uma sombra em nós
que acompanha a claridade
ao momento, na verdade...
de dia, na hora certa
afasta-se quando desperta
o prazer de estarmos sós.

Mas estamos sempre juntos,
fica, quando o sol vai alto,
põe-nos sempre em sobressalto,
à tardinha vai embora,
mas à noite volta e chora...
sonha connosco outros mundos.

Mas se te esqueceres dela
procura outra melhor
que tenha cheiro, sabor,
seja alta e reflita
o jeito de quem já grita
por uma sombra tão bela.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

CUIDADO COM O APELIDO!

Não sei se já repararam mas é na Conservatória do Registo Civil que, salvo raras excepções, se traça o destino do pessoal. Quer queiramos, quer não, é o pai ou a mãe que num gesto bem simples dão um futuro mais ou menos risonho a essa juventude que, sem o saber está com o futuro quase traçado, sem necessidade de consultas ao psicólogo, às muitas comissões de acompanhamento ou ao telefone do SOS Criança.
Vem tudo isto a propósito de alguma experiência desportiva, o tal “cheiro do balneário” que fui adquirindo com o tempo e que não tem nada a ver com a minha formação académica. Não confunda alhos com bugalhos e venha brincar um pouco com o simples facto de, o nome de um jovem poder ter influência no seu futuro, mau grado a necessidade de saber fazer o mínimo dos mínimos.
É mesmo, o apelido é fundamental para obter sucesso, às vezes mais importante até que saber praticar a modalidade desportiva. Eu sei que depois há outros aspectos a ter em conta, claro, porque um gajo pode ter jeito (e são mais que muitos com jeito), pode ter a tal habilidade, saber dar uns toques, cuspir para o chão 157 vezes durante o jogo, chamar nomes ao árbitro, deitar-se para o chão quando está cansado ou a equipa está a ganhar. Mas perfeito, perfeito é mesmo ter nascido com um nome que se adapte à modalidade onde quer ser campeão.
Comecemos pelo remo, alguma vez o João Maria, o Manuel Francisco ou o José Carlos poderia ser campeão em “laser”, “mistral” ou “optimist”. Sabe o apelido dos craques? Pois é, Melo, Lima, Schedel, Prieto, Lacerda, para só falar de portugueses…
Agora passamos para o ciclismo e lá temos o Azevedo, o Neves, o Faria, o Anão, o Cabreira, o Carvalho e o Andrade, só para referir a equipa do LA Alumínios, mas poderíamos falar do João Roque, do Alves Barbosa, do José Maria Nicolau, ou do Joaquim Agostinho… você já viu um jovem chegar a uma escola de futebol e o “mister” perguntar:
- Como é que te chamas?
- Joaquim Agostinho (ou Joaquim Andrade, ou Joaquim Calquinhas, ou…)
- Olha, hoje não dá, já temos alguns 50 para treinar… volta cá p`rá próxima época.
Agora uma versão diferente, com os mesmo protagonistas:
- Como é que te chamas?
- Quim (ou Kim, ou Quinzinho, ou Keane…)
- Vai equipar… a propósito, a que lugar é que jogas?
Pequenos pormenores que fazem a diferença, claro, mas se se chamar Simões, Ricardo, Jardel, Simão, Moutinho, Veloso ou Bosingwa a situação melhora.
A propósito do Bosingwa, no primeiro jogo de uma selecção de sub-20, em Toulon, o locutor passou o jogo a chamar-lhe o verdadeiro nome, sabe qual? José da Silva, caramba!. Por pouco não arruinou a carreira futebolística ao rapaz.
Vá por mim, o futuro do seu filho está nas suas mãos, ou melhor, na “certidão de nascimento”, mas não exagere, não caia na patetice de lhe chamar Pele ou Eusébio, porque aí eles vão desconfiar que é só marketing.

VIAGENS

Escrever é partir
na viagem das palavras
modelá-las, beijá-las, afagá-las...
ouvir o som das ondas, das marés,
elevá-las ou deixá-las a teus pés
sempre que te apetecer sorrir.

Transportando os cheiros da fazenda,
da luz que se peneira sem querer,
queimando as pestanas do prazer...
semicerro as persianas no braseiro,
revejo a nitidez do mundo inteiro
e prometo felicidade, sem emenda.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

UM AEROPORTO SÓ PARA MIM!


Com todo o alarido verificado à volta da construção do novo aeroporto de Lisboa, nada me impede de dar o meu contributo para a resolução de um problema nacional, embora eu saiba que 80% dos portugueses não tem dinheiro para andar de carro, quanto mais de avião. Pela nossa parte lá vamos uma ou duas vezes por ano até à Portela, como quem vai até Fátima no 13 de Maio, até porque sentimos necessidade de dizer aos amigos que também andamos de avião e não levem a mal, mas tudo isto contribui para elevar a nossa auto-estima, sempre necessária para nos manter com aquele sorriso "pepsodent" antes e depois de qualquer viagem.
Estou a lembrar-me de alguns aeroportos e não creio que essas infra-estruturas sejam tão difíceis de planear que se tornem casos nacionais, como em Portugal. Um aeroporto em Portugal só pode trazer dificuldades de localização porque a classe dirigente continua a entender que para lá do rio são os "allgarves" e para norte de Moscavide é serra. Qualquer pequena cidade europeia tem o seu aeroporto, capaz de servir uma pequena região e se não é luxuoso, é eficaz, afinal é isso que os passageiros querem, ou seja, aviões a partir e a chegar a horas, umas lojas para comprar umas lembranças de última hora e umas cadeiras confortáveis onde se possa ler um jornal.
Aqui ao lado, em Espanha, existem 41 aeroportos, com distâncias entre eles que em muitos casos rondam a centena de quilómetros, enquanto em Portugal os artistas que nos governam, fazem de um novo aeroporto o desafio do século XXI.
Esquecem-se que a malta não é parva e que estas confusões servem a uma meia dúzia de espertos para ganhar mais uns cobres. Eu, por exemplo, já comecei a fazer um projecto de um novo aeroporto aqui na minha zona, onde estão concentradas todas as condições para desenvolver o país, trazer novos investimentos e elevar a qualidade de vida dos portugueses em particular e dos europeus em geral. Sim, porque aqui é que é o núcleo do desenvolvimento que todos desejamos. Ora vejamos, a praia a 50 kms, Fátima a 20, a A1 e a A23 a 6, Lisboa a 100 e o Porto a 200 (já fica um pouco afastado, mas quem é que quer ir para o Porto?) é uma zona privilegiada. O local ideal para o aeroporto? Eu sei que vou criar alguma polémica, mas eu apontava para a Serra de Santo António, é um local sem grandes aglomerados e terraplanava-se num instante. É muito alto? Quito, no Equador tem o aeroporto mais alto e ainda ninguém morreu. Além do mais tínhamos pedra com fartura para fazer as pistas, os edifícios podiam ficar com a pedra à vista e poupava-se no reboco. Os terrenos são mais baratos porque não servem nem para plantar batatas e as visitas turísticas podiam começar logo à saída do avião, com um passeio às grutas.
O problema é que ainda não tenho uma associação constituída, tipo CIP, ACP, CCP, ADP... para apresentar o projecto, mas isso também não deve ser difícil de arranjar, para além de ter de fazer tudo isto em 6 meses...
A minha equipa está a funcionar muito bem e nas infra-estruturas de apoio está quase tudo pronto, como podem observar, através da foto que apresento, onde o amarelo e o preto, as cores do meu concelho, irão predominar.
Dentro de 6 meses ficaremos a saber se a "4ª via" sai vencedora, como esperamos. Ota, Alcochete e Portela+1, todas têm neste momento mais votos negativos que esta proposta que vos faço.

terça-feira, 19 de junho de 2007

SILÊNCIOS...

A espera de um nada,
a partilha de um pouco de nós,
espumas, nevoeiros, cinzas, pós,
sabem o que esconde o nosso rosto,
deixam pintar de azul qualquer desgosto
e fazem-nos sonhar a melhor estrada.

Caminhos tortuosos que pisamos
e aos quais não damos importância,
deixam para trás toda a distância
do bom e do mau que nos comeu,
dão-nos a paixão de quem viveu
procurando o fantástico que amamos.

O silêncio é a construção do tempo,
envolta na ponta que nos liga
ao antes e depois do que nos fica
a lembrar...
o tudo que nos faz passar
a sorrir, no interior do vento.

18/06/2007

segunda-feira, 18 de junho de 2007

IMAGINAÇÃO

Corro, na imaginação
do que não posso.
Escrevo como quem faz um esboço
do universo, em meu lugar...
quero ir e quero ficar
onde cair meu coração.

A distância não tem qualquer sentido,
não se medem em ondas de calor
as frases de um escritor,
encharcado em crónicas sem rumo
corro atrás do livro do futuro
e recebo o prémio de estar vivo.

18/6/2007

domingo, 17 de junho de 2007

CURIOSIDADES...

Perfeito, perfeito é acabar de escrever uma crónica e sem tempo para guardar o escrito, um indivíduo verificar que tudo desapareceu sem deixar rasto. A vontade de voltar a escrever sobre o mesmo tema resume-se a quase nada e nesse momento sabemos o significado do ditado " a mesma água nunca passa duas vezes debaixo da mesma ponte". Assim, nada melhor que deixar passar um tempinho e voltar a escrever sobre um novo tema, uma vez que os amigos voltam sempre ao local do crime e querem ler coisas novas, sejam ou não boas. É claro que esta pressão nunca dá bons resultados e um dia destes, sem comentários, com uma música fúnebre a acompanhar e sem a necessidade de escrever para pagar as dívidas, o mais certo será ficarmos com os amigos um pouco mais a discorrer sobre as próximas contratações do nosso clube, as melhores, sejam elas quais forem.
Entretanto, não posso deixar de pensar na história do "s. berardo" das acções do glorioso. O homem parte para o hemisfério sul em pequenino, descobre uma jazida que os milhares de garimpeiros não conseguiram detectar, faz uma fortuna, compra "amadeu sousa cardoso", "paula rego", "alberto carneiro", "francis bacon" e muitos mais, com a perspicácia de um sólido e entendido homem da cultura, constrói uma colecção de arte contemporânea que "vende" ao Estado, transforma-se no "comendador berardo" e erige a sua "fundação" (o quê? para não pagar impostos? dizem cada uma...), joga na bolsa e ganha sempre, de tal maneira que conjuntamente com meia dúzia de amigos arrecadou em alguns meses o suficiente para deixar o país sem deficit.
E agora, para alegria de 6 milhões de portugueses, ou mais, vai empatar (vencer é que é) trinta e um milhões de euros (31.000.000,00€ afinal, são só dois euromilhões) no seu clube do coração. Parece que ninguém quer vender e apenas o amigo vilarinho está disposto a vender umas acções, que diz que nunca comprou e estão penhoradas num banco.
É difícil encontrar boas razões para se colocar uma fortuna num clube desportivo, mas é sempre bom saber que o valor de cada uma é de 5,00€ e só valiam 2,50€. Qualquer apostador, com dinheiro bastante e capacidade para o fazer render (as estratégias são muitas, nós sabemos), pode ganhar dinheiro... e não me digam que ele e todos os grandes financeiros do mundo contemporâneo não querem ganhar mais e mais. É humano, dizem...
Até dizem que a marca "benfica" é uma mina, a autêntica galinha dos ovos de ouro, do clube ou da SAD, tanto faz, mas será mesmo? uma vez descobri umas garrafas de vinho marca "benfica" no hipermercado e reparei que ninguém lhe tocava. Dizia-se até que só eram consumidas quando o clube perdia, para os adeptos esquecerem e na verdade, os "grandes" ainda perdem poucas vezes...
Do mesmo mal se queixaram as cervejeiras, que também apareceram com a marca dos "grandes" e vendas... quase nada. Acho até que já acabaram com essa estratégia nas bebidas, mas o mercado ainda tem muitas saídas. No tabaco é que não aconselho... já viram o que era o emblema do seu clube preferido, por cima da frase "... faz mal à saúde" ou "... provoca a perda de potência"?
Continuo a pensar que a vantagem desta sociedade mais ou menos neoliberal salvaguarda e de certa maneira legitima tudo isto que acabo de escrever, mas eu acho que o Fernando Nobre da AMI era capaz de encontrar outras maneiras bem mais interessantes de investir uns milhões...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

CALENDÁRIO

A vertigem de um novo imaginário
onde nada de palpável transparece,
dá-nos a imagem que enlouquece
em cada instante nossa memória,
ressurgindo em ondas de vitória
no dia a dia deste calendário.

E contando folha a folha
por ideias imperfeitas preenchido,
colhidas uma a uma sem sentido...
faz-nos duvidar de nós até,
sentir-nos yô-yô da nossa fé,
quebrando certezas de dupla escolha.

Sairemos de novo, ao mar, ao vento,
gritando nosso amor sempre presente,
ao amor que está tão perto, mesmo ausente...
acharemos o brilho das ideias
que nos vai correndo pelas veias
e viveremos com paixão cada momento!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

150 CARROS DE GAMA ALTA!!!


- Ena pá, 150 carros de "gama alta", gamados em vários meses é obra, oh sxôr inspector...
- E o sxôr ministro nem sabe o trabalho que isso nos deu... colocámos várias equipas no terreno, abrimos concurso para técnicos administrativos porque os processos começaram a transformar-se em resmas atrás de resmas, acho que quando isto acabar temos mais páginas escritas que episódios do "morangos com açucar"...
- Mas, oh sxôr inspector, é preciso tanta gente para dar com 150 carros de "gama alta" num armazém, ainda por cima todos juntos?
- É que o sxôr ministro não está bem dentro da coisa, pois... sabe, substituiu o anterior, ainda lhe falta conhecer os meandros... eu estou cá há 30 anos, comecei como tarefeiro, depois fui promovido a estagiário e tinha como atribuição saber quem levava as esferográficas do serviço para casa...
- Sim, sim, nestas coisas da investigação é preciso dar tempo ao tempo, não é?
- Está a ver sxôr ministro, é isso... nós podíamos ter recuperado os primeiros dez carros de "gama alta" gamados logo na primeira semana, mas só íamos apanhar um ou dois suspeitos... está a ver, 150 carros de "gama alta" são capazes de produzir dez ou até mesmo quinze suspeitos, mas é preciso ir juntando o puzzle... mais carros, mais suspeitos, está a ver não é?
- Não tinha pensado nessa... assim também se poupa no processo, menos juízes, menos transportes individuais (cada carrinha leva logo uma dúzia), menos papel nos processos... é só lucro...
- Mas isto é tudo muito difícil, os meus homens no terreno só começaram a desconfiar a partir do momento em que repararam que havia menos carros à porta das discotecas, boates, casas de alterne e afins... nem queira saber o número de "vips" que apareciam com o bilhete do autocarro na mão. Aí começámos a desconfiar que havia alguma coisa a passar-se... muitos deles com a "passa" nem se lembravam do que se passava. E desconfiados que eles são? quando perguntavamos pelo "gama alta" desconversavam como se não fosse nada com eles... falavam do seguro e coisa e tal, que não havia problemas que as companhias pagavam tudo... eu nem percebia muito bem o que eles queriam dizer...
- Mas oh sxôr inspector, você acha que os donos dessas viaturas não se importavam de ficar sem elas? parece que estou a perceber mais ou menos isso...
- O sxôr ministro está a querer insinuar aquilo que eu não disse... não se esqueça que eu sou inspector e uma palavra mal interpretada pode arruinar-me a carreira.
- Não, não, eu não queria dizer isso...
- Ahhhh, pensei... mas como ia dizendo, um dia destes um dos meus homens, saiu de casa e viu entrar num armazém ali mesmo ao lado, com uns milhares de metros quadrados, um camião com uma dúzia de carros de "gama alta"e lembrou-se do trabalho dele... "opá, será que estes carros todos serão os tais?" ligou para o meu telemóvel, não me quis dizer nada porque podia estar a levantar falsos testemunhos e ainda era despedido, marcámos um encontro às 4 da manhã junto à foz do douro, para ninguém desconfiar e disse-me o que se passava.
- E depois, e depois?
- Tudo correu bem, conseguimos um juíz competentíssimo que nos passou um mandato de busca, mas só passou porque eram 150 de "gama alta", porque se fossem 15 ou 20 não acredito que passasse... planeámos uma acção concertada e apreendemos aquela tralha toda, mas suspeitos só conseguimos apanhar os dois que estavam no armazém... vão aguardar em liberdade e não podem visitar sucateiros nos próximos tempos... está a ver, sucateiros a vender peças de carros de "gama alta"...
- E como é que isso vai acabar, sxôr inspector?
- Não faço ideia, mas é capaz de dar um carrinho para cada gabinete ministerial...
- Posso escolher o Mercedes ML500 que dizem que era do Derlei? desde que o gajo passou para o Benfica não posso nem vê-lo...