Escrever é partir
na viagem das palavras
modelá-las, beijá-las, afagá-las...
ouvir o som das ondas, das marés,
elevá-las ou deixá-las a teus pés
sempre que te apetecer sorrir.
Transportando os cheiros da fazenda,
da luz que se peneira sem querer,
queimando as pestanas do prazer...
semicerro as persianas no braseiro,
revejo a nitidez do mundo inteiro
e prometo felicidade, sem emenda.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
UM AEROPORTO SÓ PARA MIM!
Com todo o alarido verificado à volta da construção do novo aeroporto de Lisboa, nada me impede de dar o meu contributo para a resolução de um problema nacional, embora eu saiba que 80% dos portugueses não tem dinheiro para andar de carro, quanto mais de avião. Pela nossa parte lá vamos uma ou duas vezes por ano até à Portela, como quem vai até Fátima no 13 de Maio, até porque sentimos necessidade de dizer aos amigos que também andamos de avião e não levem a mal, mas tudo isto contribui para elevar a nossa auto-estima, sempre necessária para nos manter com aquele sorriso "pepsodent" antes e depois de qualquer viagem.
Estou a lembrar-me de alguns aeroportos e não creio que essas infra-estruturas sejam tão difíceis de planear que se tornem casos nacionais, como em Portugal. Um aeroporto em Portugal só pode trazer dificuldades de localização porque a classe dirigente continua a entender que para lá do rio são os "allgarves" e para norte de Moscavide é serra. Qualquer pequena cidade europeia tem o seu aeroporto, capaz de servir uma pequena região e se não é luxuoso, é eficaz, afinal é isso que os passageiros querem, ou seja, aviões a partir e a chegar a horas, umas lojas para comprar umas lembranças de última hora e umas cadeiras confortáveis onde se possa ler um jornal.
Aqui ao lado, em Espanha, existem 41 aeroportos, com distâncias entre eles que em muitos casos rondam a centena de quilómetros, enquanto em Portugal os artistas que nos governam, fazem de um novo aeroporto o desafio do século XXI.
Esquecem-se que a malta não é parva e que estas confusões servem a uma meia dúzia de espertos para ganhar mais uns cobres. Eu, por exemplo, já comecei a fazer um projecto de um novo aeroporto aqui na minha zona, onde estão concentradas todas as condições para desenvolver o país, trazer novos investimentos e elevar a qualidade de vida dos portugueses em particular e dos europeus em geral. Sim, porque aqui é que é o núcleo do desenvolvimento que todos desejamos. Ora vejamos, a praia a 50 kms, Fátima a 20, a A1 e a A23 a 6, Lisboa a 100 e o Porto a 200 (já fica um pouco afastado, mas quem é que quer ir para o Porto?) é uma zona privilegiada. O local ideal para o aeroporto? Eu sei que vou criar alguma polémica, mas eu apontava para a Serra de Santo António, é um local sem grandes aglomerados e terraplanava-se num instante. É muito alto? Quito, no Equador tem o aeroporto mais alto e ainda ninguém morreu. Além do mais tínhamos pedra com fartura para fazer as pistas, os edifícios podiam ficar com a pedra à vista e poupava-se no reboco. Os terrenos são mais baratos porque não servem nem para plantar batatas e as visitas turísticas podiam começar logo à saída do avião, com um passeio às grutas.
O problema é que ainda não tenho uma associação constituída, tipo CIP, ACP, CCP, ADP... para apresentar o projecto, mas isso também não deve ser difícil de arranjar, para além de ter de fazer tudo isto em 6 meses...
A minha equipa está a funcionar muito bem e nas infra-estruturas de apoio está quase tudo pronto, como podem observar, através da foto que apresento, onde o amarelo e o preto, as cores do meu concelho, irão predominar.
Dentro de 6 meses ficaremos a saber se a "4ª via" sai vencedora, como esperamos. Ota, Alcochete e Portela+1, todas têm neste momento mais votos negativos que esta proposta que vos faço.
terça-feira, 19 de junho de 2007
SILÊNCIOS...
A espera de um nada,
a partilha de um pouco de nós,
espumas, nevoeiros, cinzas, pós,
sabem o que esconde o nosso rosto,
deixam pintar de azul qualquer desgosto
e fazem-nos sonhar a melhor estrada.
Caminhos tortuosos que pisamos
e aos quais não damos importância,
deixam para trás toda a distância
do bom e do mau que nos comeu,
dão-nos a paixão de quem viveu
procurando o fantástico que amamos.
O silêncio é a construção do tempo,
envolta na ponta que nos liga
ao antes e depois do que nos fica
a lembrar...
o tudo que nos faz passar
a sorrir, no interior do vento.
18/06/2007
a partilha de um pouco de nós,
espumas, nevoeiros, cinzas, pós,
sabem o que esconde o nosso rosto,
deixam pintar de azul qualquer desgosto
e fazem-nos sonhar a melhor estrada.
Caminhos tortuosos que pisamos
e aos quais não damos importância,
deixam para trás toda a distância
do bom e do mau que nos comeu,
dão-nos a paixão de quem viveu
procurando o fantástico que amamos.
O silêncio é a construção do tempo,
envolta na ponta que nos liga
ao antes e depois do que nos fica
a lembrar...
o tudo que nos faz passar
a sorrir, no interior do vento.
18/06/2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
IMAGINAÇÃO
Corro, na imaginação
do que não posso.
Escrevo como quem faz um esboço
do universo, em meu lugar...
quero ir e quero ficar
onde cair meu coração.
A distância não tem qualquer sentido,
não se medem em ondas de calor
as frases de um escritor,
encharcado em crónicas sem rumo
corro atrás do livro do futuro
e recebo o prémio de estar vivo.
18/6/2007
do que não posso.
Escrevo como quem faz um esboço
do universo, em meu lugar...
quero ir e quero ficar
onde cair meu coração.
A distância não tem qualquer sentido,
não se medem em ondas de calor
as frases de um escritor,
encharcado em crónicas sem rumo
corro atrás do livro do futuro
e recebo o prémio de estar vivo.
18/6/2007
domingo, 17 de junho de 2007
CURIOSIDADES...
Perfeito, perfeito é acabar de escrever uma crónica e sem tempo para guardar o escrito, um indivíduo verificar que tudo desapareceu sem deixar rasto. A vontade de voltar a escrever sobre o mesmo tema resume-se a quase nada e nesse momento sabemos o significado do ditado " a mesma água nunca passa duas vezes debaixo da mesma ponte". Assim, nada melhor que deixar passar um tempinho e voltar a escrever sobre um novo tema, uma vez que os amigos voltam sempre ao local do crime e querem ler coisas novas, sejam ou não boas. É claro que esta pressão nunca dá bons resultados e um dia destes, sem comentários, com uma música fúnebre a acompanhar e sem a necessidade de escrever para pagar as dívidas, o mais certo será ficarmos com os amigos um pouco mais a discorrer sobre as próximas contratações do nosso clube, as melhores, sejam elas quais forem.
Entretanto, não posso deixar de pensar na história do "s. berardo" das acções do glorioso. O homem parte para o hemisfério sul em pequenino, descobre uma jazida que os milhares de garimpeiros não conseguiram detectar, faz uma fortuna, compra "amadeu sousa cardoso", "paula rego", "alberto carneiro", "francis bacon" e muitos mais, com a perspicácia de um sólido e entendido homem da cultura, constrói uma colecção de arte contemporânea que "vende" ao Estado, transforma-se no "comendador berardo" e erige a sua "fundação" (o quê? para não pagar impostos? dizem cada uma...), joga na bolsa e ganha sempre, de tal maneira que conjuntamente com meia dúzia de amigos arrecadou em alguns meses o suficiente para deixar o país sem deficit.
E agora, para alegria de 6 milhões de portugueses, ou mais, vai empatar (vencer é que é) trinta e um milhões de euros (31.000.000,00€ afinal, são só dois euromilhões) no seu clube do coração. Parece que ninguém quer vender e apenas o amigo vilarinho está disposto a vender umas acções, que diz que nunca comprou e estão penhoradas num banco.
É difícil encontrar boas razões para se colocar uma fortuna num clube desportivo, mas é sempre bom saber que o valor de cada uma é de 5,00€ e só valiam 2,50€. Qualquer apostador, com dinheiro bastante e capacidade para o fazer render (as estratégias são muitas, nós sabemos), pode ganhar dinheiro... e não me digam que ele e todos os grandes financeiros do mundo contemporâneo não querem ganhar mais e mais. É humano, dizem...
Até dizem que a marca "benfica" é uma mina, a autêntica galinha dos ovos de ouro, do clube ou da SAD, tanto faz, mas será mesmo? uma vez descobri umas garrafas de vinho marca "benfica" no hipermercado e reparei que ninguém lhe tocava. Dizia-se até que só eram consumidas quando o clube perdia, para os adeptos esquecerem e na verdade, os "grandes" ainda perdem poucas vezes...
Do mesmo mal se queixaram as cervejeiras, que também apareceram com a marca dos "grandes" e vendas... quase nada. Acho até que já acabaram com essa estratégia nas bebidas, mas o mercado ainda tem muitas saídas. No tabaco é que não aconselho... já viram o que era o emblema do seu clube preferido, por cima da frase "... faz mal à saúde" ou "... provoca a perda de potência"?
Continuo a pensar que a vantagem desta sociedade mais ou menos neoliberal salvaguarda e de certa maneira legitima tudo isto que acabo de escrever, mas eu acho que o Fernando Nobre da AMI era capaz de encontrar outras maneiras bem mais interessantes de investir uns milhões...
sexta-feira, 15 de junho de 2007
CALENDÁRIO
A vertigem de um novo imaginário
onde nada de palpável transparece,
dá-nos a imagem que enlouquece
em cada instante nossa memória,
ressurgindo em ondas de vitória
no dia a dia deste calendário.
E contando folha a folha
por ideias imperfeitas preenchido,
colhidas uma a uma sem sentido...
faz-nos duvidar de nós até,
sentir-nos yô-yô da nossa fé,
quebrando certezas de dupla escolha.
Sairemos de novo, ao mar, ao vento,
gritando nosso amor sempre presente,
ao amor que está tão perto, mesmo ausente...
acharemos o brilho das ideias
que nos vai correndo pelas veias
e viveremos com paixão cada momento!
onde nada de palpável transparece,
dá-nos a imagem que enlouquece
em cada instante nossa memória,
ressurgindo em ondas de vitória
no dia a dia deste calendário.
E contando folha a folha
por ideias imperfeitas preenchido,
colhidas uma a uma sem sentido...
faz-nos duvidar de nós até,
sentir-nos yô-yô da nossa fé,
quebrando certezas de dupla escolha.
Sairemos de novo, ao mar, ao vento,
gritando nosso amor sempre presente,
ao amor que está tão perto, mesmo ausente...
acharemos o brilho das ideias
que nos vai correndo pelas veias
e viveremos com paixão cada momento!
quinta-feira, 14 de junho de 2007
150 CARROS DE GAMA ALTA!!!

- Ena pá, 150 carros de "gama alta", gamados em vários meses é obra, oh sxôr inspector...
- E o sxôr ministro nem sabe o trabalho que isso nos deu... colocámos várias equipas no terreno, abrimos concurso para técnicos administrativos porque os processos começaram a transformar-se em resmas atrás de resmas, acho que quando isto acabar temos mais páginas escritas que episódios do "morangos com açucar"...
- Mas, oh sxôr inspector, é preciso tanta gente para dar com 150 carros de "gama alta" num armazém, ainda por cima todos juntos?
- É que o sxôr ministro não está bem dentro da coisa, pois... sabe, substituiu o anterior, ainda lhe falta conhecer os meandros... eu estou cá há 30 anos, comecei como tarefeiro, depois fui promovido a estagiário e tinha como atribuição saber quem levava as esferográficas do serviço para casa...
- Sim, sim, nestas coisas da investigação é preciso dar tempo ao tempo, não é?
- Está a ver sxôr ministro, é isso... nós podíamos ter recuperado os primeiros dez carros de "gama alta" gamados logo na primeira semana, mas só íamos apanhar um ou dois suspeitos... está a ver, 150 carros de "gama alta" são capazes de produzir dez ou até mesmo quinze suspeitos, mas é preciso ir juntando o puzzle... mais carros, mais suspeitos, está a ver não é?
- Não tinha pensado nessa... assim também se poupa no processo, menos juízes, menos transportes individuais (cada carrinha leva logo uma dúzia), menos papel nos processos... é só lucro...
- Mas isto é tudo muito difícil, os meus homens no terreno só começaram a desconfiar a partir do momento em que repararam que havia menos carros à porta das discotecas, boates, casas de alterne e afins... nem queira saber o número de "vips" que apareciam com o bilhete do autocarro na mão. Aí começámos a desconfiar que havia alguma coisa a passar-se... muitos deles com a "passa" nem se lembravam do que se passava. E desconfiados que eles são? quando perguntavamos pelo "gama alta" desconversavam como se não fosse nada com eles... falavam do seguro e coisa e tal, que não havia problemas que as companhias pagavam tudo... eu nem percebia muito bem o que eles queriam dizer...
- Mas oh sxôr inspector, você acha que os donos dessas viaturas não se importavam de ficar sem elas? parece que estou a perceber mais ou menos isso...
- O sxôr ministro está a querer insinuar aquilo que eu não disse... não se esqueça que eu sou inspector e uma palavra mal interpretada pode arruinar-me a carreira.
- Não, não, eu não queria dizer isso...
- Ahhhh, pensei... mas como ia dizendo, um dia destes um dos meus homens, saiu de casa e viu entrar num armazém ali mesmo ao lado, com uns milhares de metros quadrados, um camião com uma dúzia de carros de "gama alta"e lembrou-se do trabalho dele... "opá, será que estes carros todos serão os tais?" ligou para o meu telemóvel, não me quis dizer nada porque podia estar a levantar falsos testemunhos e ainda era despedido, marcámos um encontro às 4 da manhã junto à foz do douro, para ninguém desconfiar e disse-me o que se passava.
- E depois, e depois?
- Tudo correu bem, conseguimos um juíz competentíssimo que nos passou um mandato de busca, mas só passou porque eram 150 de "gama alta", porque se fossem 15 ou 20 não acredito que passasse... planeámos uma acção concertada e apreendemos aquela tralha toda, mas suspeitos só conseguimos apanhar os dois que estavam no armazém... vão aguardar em liberdade e não podem visitar sucateiros nos próximos tempos... está a ver, sucateiros a vender peças de carros de "gama alta"...
- E como é que isso vai acabar, sxôr inspector?
- Não faço ideia, mas é capaz de dar um carrinho para cada gabinete ministerial...
- Posso escolher o Mercedes ML500 que dizem que era do Derlei? desde que o gajo passou para o Benfica não posso nem vê-lo...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
MADRUGADA
Na viagem escolhida e planeada
em que decidimos apostar,
os horários ficaram por fixar
e os dias e horas esquecidos
libertaram-nos de todos os perigos,
de uma prova a dois tão ansiada.
Corremos por veredas na encosta,
nos parques, nos jardins, mesmo na estrada
e se te sentiste fatigada,
tiveste a teu lado a mão amiga
que te incentivou a mais uma corrida,
vencendo afinal a nossa aposta.
Da noite escura e sem jeito
onde os fantasmas nos envolvem
e os medos e angústias nos consomem,
brotaram finos clarões por entre a bruma,
a madrugada cresceu brilhante, una
e entrou no nosso corpo satisfeito.
em que decidimos apostar,
os horários ficaram por fixar
e os dias e horas esquecidos
libertaram-nos de todos os perigos,
de uma prova a dois tão ansiada.
Corremos por veredas na encosta,
nos parques, nos jardins, mesmo na estrada
e se te sentiste fatigada,
tiveste a teu lado a mão amiga
que te incentivou a mais uma corrida,
vencendo afinal a nossa aposta.
Da noite escura e sem jeito
onde os fantasmas nos envolvem
e os medos e angústias nos consomem,
brotaram finos clarões por entre a bruma,
a madrugada cresceu brilhante, una
e entrou no nosso corpo satisfeito.
terça-feira, 12 de junho de 2007
A ESTUPIDEZ TERÁ LIMITES?
Sinceramente, começo por concordar com quem dizia há cerca de 2000 anos, que "bem aventurados os pobres de espírito, porque deles será o reino dos céus". É que eu estou a ficar cheio de nódoas negras e nem é porque vou para as manifs dos G8, ou para as discotecas nas febres de sexta feira à noite, nada disso. É só porque eu quase todos os dias tenho de me beliscar para ter a certeza que estou vivo, devido à leitura de jornais, outro vício que vou ter de deixar para preservar um pouco a minha lucidez mental, muito embora oiça cada vez mais os familiares e amigos dizerem "já foste ao médico?", "ganha juízo, pá" ou "cada vez estás pior", para além daquele encolher de ombros, que noto depois de dizer qualquer coisa sobre qualquer assunto.
Parece-me haver um "top 100" da estupidez, assim como aquele "top mais" da música que a tv nos recomenda ao Sábado, quando estou a almoçar com a família. Uma boa maneira de ultrapassar o trauma dos mortos em Bagdad que a tv me presenteia sempre que estou para mastigar um peixinho assado na brasa. Porque a estupidez não mata mas moe, como dizia um amigo meu, tenho de revelar que no Sábado passado, o título de primeira página era sobre uma família condenada a pagar 5.000 euros de custas judiciais e advogado oficioso, porque o filho de 4 anos fora atropelado e morrera à porta de casa, vítima de um condutor que seguia em contra-mão. Mais umas beliscadelas, para confirmar estar vivinho da costa e a notícia lá continuava. O juiz tinha decidido que a criança é que tinha tido a culpa, porque ao sair de casa não tinha tomado as devidas precauções, como seja olhar à esquerda e depois à direita. O quê? o motorista ia em contra-mão numa rua? humm, devia ir distraído e uma distração qualquer um tem, mas entre um adulto ir em contra-mão de automóvel e uma criança, de 4 anos, sair para a rua de bicicleta sem olhar, p`ra que lado me vou virar, p`ra que lado? (como diz a canção...) .
A criança morreu, o desgosto dos pais foi e é enorme, o caso vai para tribunal por ordem do ministério público, uma vez que os pais, pobres, não podiam levar o caso a tribunal e (outra beliscadela) o douto juiz chega à brilhante conclusão que a criança tinha sido a culpada do acidente. Aí surge a ilimitada estupidez em acção e os pais da criança são condenados a pagar quase 5.000 euros de custas e custos de um processo para o qual não foram tidos nem achados, uma vez que a iniciativa de mandar o caso para os tribunais foi de um delegado do ministério público.
Não haverá por aí uma televisão a dar a notícia, tal como o tem feito e bem, com o desaparecimento da Madeleine? Pelo menos para que os tribunais tenham vergonha da justiça que administram.
Vou ter de terminar, já não tenho mais corpo para tanto beliscão.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
SÓ CINCO?
Cinco inspectores brutamontes da polícia judiciária foram constituídos arguidos porque malharam a mãe da Joana, aquela menina maltratada e até agora, só desaparecida, que aturava as más disposições da mãe e do padrasto. Consta até que a criança foi fazer um recado à loja e os progenitores estavam à espera do troco para irem até à festa numa localidade próxima. A menina atrasou-se e... desapareceu.
Parece que a mãe e o padrasto andaram com os polícias a indicar o local onde a menina deverá ter desaparecido, no meio do matagal, conforme se pôde ver naquelas interessantes reportagens televisivas, mas da menina... nada.
Com esta onda dos "reality shows", onde já se premeiam concorrentes com rins de qualidade, poderá ser esta notícia um bom tema para um novo concurso televisivo, sei lá... " como fazer desaparecer criancinhas sem ninguém dar por isso". Entregavam-se meia dúzia de crianças maltratadas a vários concorrentes e tinham 4 semanas para as fazer desaparecer. Todas as semanas a judiciária ia tentar descobrir as pistas recebidas pelo 707007007 e o concorrente com mais crianças descobertas seria expulso do concurso. Que tal a ideia? Se tudo não fosse tão triste...
Uns dias depois a senhora apresentou uns hematomas no rosto e no corpo, de tal maneira que, eu que não percebo nada de investigação criminal, mas já li em pequeno umas crónicas do saudoso inspector Varatojo, pude constatar a imbecilidade dos inspectores da judiciária. Antigamente, nos livros, o assassino enrolava sempre uma toalha das grandes em volta da pistola para não se ouvir de onde se disparava e quando se batia, era sempre com uma toalha molhada no corpo, para não se notarem as nódoas negras, até o suspeito confessar. Agora não, os matarruanos dos inspectores da judiciária desancam na desgraçada da mãe e deixam-na com os olhos à "belenenses", ainda por cima eram 5 à vez... e parece que havia mais 5 de reserva, se os primeiros ficassem cansados de malhar. O tal magistrado, depois de averiguar, a meio de uma chávena de chá e torradas, concluiu que foram 5 a bater e, vamos lá que é uma pressa... todos arguidos!
Lembrei-me de uma juíza que saiu de uma discoteca com os copos, não quis soprar no balão e mandou prender os polícias... e terá alguma coisa a ver?!!!!!!
Bem, eu não quero acreditar que isto é tudo um plano do governo para correr com os 600.000 funcionários do Estado que estão a mais (os outros 100.000 chegam bem, eu acho). É simples, a malta queixa-se que levou umas trancadas à saída da discoteca, às 6 da manhã, sem fazer nada, mais uns polícias arguídos... e rua com eles! O pessoal queixa-se que o violentaram na repartição de finanças, com tanto imposto e arguiu-se os incompetentes das finanças. Rua com eles! As mãezinhas dizem que foram ofendidas pelos professores e funcionários, quando levavam as crianças à escola e... argui-se a escola toda. Rua com eles! Mandam-se mais uns quantos infiltrados por esse país fora e conta-se com a conivência de uns juízes com pouco juízo e fica o problema do deficit resolvido.
E nós a pensarmos que isto não era o "da Joana"...
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