quinta-feira, 31 de maio de 2007

PENA SUSPENSA VERSUS ETERNA PENA!

O tribunal (escrevo em minúsculas, se não se importam) de Leiria condenou um jovem de 22 anos (com uma boa idade para ter juízo), por homicídio negligente. Ainda tenho de saber o que isso quer dizer aos pais do jovem que morreu...
- "E a pena é... 3 anos de prisão, com pena suspensa por 4 anos!"
Estou a ver Júlia Pinheiro com aquela voz esganiçada a gritar a pena deste jovem, a porta de entrada do estúdio a abrir-se e aqueles fumos fresquinhos a envolverem a "estrela" do programa "Mate agora e dê autógrafos depois!"
- Então como é que foi, pode contar-nos em pormenor?
- Olhe, tinha estado na discoteca com uns amigos e às tantas meti-me no carro e comecei a abrir, aquilo era uma recta espectacular e devo ter chegado aos 180... entretanto, vejo dois vultos a aproximarem-se da faixa de rodagem, pensei até que vinham para me assaltar, está a ver... dei um toque num e raspei no outro, pensei que não fosse nada, mas ía para parar, só que quando acabei de travar já estava aí a uns 400 metros do local do acidente... olhei para trás e vi um deles a esbracejar e o outro deitado, pensei que estivessem a discutir e achei melhor não me envolver na discussão...
- Mas parece que você ainda acusou álcool umas horas depois quando se apresentou no posto da polícia...
- Pois foi, mas não tem nada a ver... eu cheguei a casa e com a preocupação mandei uma garrafa de wisky abaixo, mais uns conhaques e só depois é que me apresentei no posto. Quando dei o toque no rapaz, parece que tinha 17 anos, quando dei o toque estava bem... eu só bebi água no bar, antes do acidente. Houve até um amigo que estranhou eu só beber água mineral, mas eu disse-lhe que ia conduzir e ao volante temos de ter o máximo de cuidado.
- Parece que o tribunal obrigou a companhia a pagar 180.000 euros às famílias das vítimas, mas parece que quando há alcool a mais no condutor, as companhias não pagam...
- Oh D. Júlia, se o tribunal mandou a companhia pagar, não tenho mais nada a dizer. Além disso eu só bebi depois do acidente... até tenho a garrafa de wisky vazia lá em casa para demonstrar que foi lá que eu bebi.
- Então e agora, o que é que pensa fazer?
- Agora vou ter algumas dificuldades, vou ter de ir para as discotecas a pé nos próximos 4 anos, mas depois disso tenho o cadastro limpo e posso voltar a conduzir. Eu depois aviso, porque é bom avisar toda a gente lá da terra, porque à noite, especialmente aos fins de semana, a malta acelera um pouco mais e se os peões não forem avisados, pode acontecer mais um toque e lá fico eu mais 4 anos sem poder acelerar...
- O nosso programa seleccionou-o de entre os arguidos que conseguiram matar e ficaram cá fora com pouca pena, ou melhor, com uma pena pequena, e tinhamos vários concorrentes de peso:
1 - o pai que bateu no filho que não queria ir à escola. Não foi preso, mas teve de pagar 1.300 euros. Você não pagou nada! (muitas palmas da assistência);
2 - o pai que deu 501 euros ao filho e que não foi preso, mas tem de pagar 10%. Você não pagou nada! (mais palmas da assistência);
3 - o "ganda nóia" que era presidente da universidade atlântica, que recebeu 12.000 euros de senhas de presença, em acumulação com um cargo bem pago no governo (isto foi em 2002, mas os tribunais também funcionam devagarinho). Não foi preso, mas como ainda não matou ninguém, não se compara consigo.
O estúdio irrompe em aplausos, confetis e fumos fresquinhos...
- Obrigado, obrigado, afinal eu não fiz nada de especial, acho que não merecia tanto...
- Também acho, 3 anos com 4 de pena suspensa é demais. Estes tribunais não sabem o que andam a fazer.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

VIAGENS



Num tempo rigorosamente vigiado
em qualquer palmo de terra trabalhada,
iniciámos o ritual da nossa estada
neste campeonato de enormes desafios
e fomos navegando em muitos rios,
dando vida ao futuro conquistado.

Encontrados em pontos tão distintos,
no meio da multidão ou face a face,
procurando a razão deste disfarce,
achámos o momento definido
de estar até de bem comigo
e espalhar por aí os meus instintos

Ultrapassar o valor base da palavra
é condição de me sentir feliz,
imaginar escrever tudo o que quis
e dar a conhecer o que cá dentro
estava adormecido e, num momento,
saiu em cada folha, de enxurrada.

terça-feira, 29 de maio de 2007

COM QUE ENTÃO 500 EUROS...

- Bom dia!
- Hgjdgs khfhgxzxzx (cumprimento imperceptível do funcionário)...
- Sabe, eu ouvi as notícias do telejornal e vim cá para preencher uma declaração de donativo ao meu filho... dei-lhe 500 euros...
- Então preencha este modelo, juntamente com as fotocópias dos recibos dos 10 últimos vencimentos e a declaração do IRS... a sua e a dele.
- Obrigado, é que o rapaz deu-me uma ajuda enorme, sabe... foi de tal ordem que até decidi devolver o rendimento mínimo garantido que estava a receber...
No dia seguinte, o nosso amigo volta à repartição.
- Bom dia, aqui estão os documentos todos, mas... eu queria dar mais 500 euros ao meu filho. Como é? preencho em duplicado ou junto tudo num só modelo?
- É melhor um modelo para cada donativo. Você já quer simplificar, não? deixe-se dessas coisas... tá com medo que não haja modelos, é? bem, sempre que o governo decide oferecer o modelo aos contribuintes é sempre a mesma coisa, nunca chegam... mas o problema não é seu, ponto final. (na verdade, já há um monte de modelos preenchidos na secretária do chefe da repartição...).
- Olhe, o melhor é dar-me já uns 30 ou 40 modelos... eu adoro o meu filho e se não fosse ele, eu ainda estava lá no bairro social, cheio de ratos e sem pagar renda há mais de 3 anos...
- Oh homem, mas você tem assim tanto dinheiro para dar ao seu filho? o que é que ele faz?
- Ainda não faz nada, mas não tem mal, eu é que quero arranjar um pé-de-meia para o rapaz, sabe... e ele merece. Além do mais, isto antigamente só andava com os filhos a dar algum aos pais e agora só lá vai com os pais a dar algum aos filhos. Amanhã cá estarei... mais 500!
- Mas olhe que se os donativos são muitos, o chefe começa a cobrar-lhe os tais 10% de imposto. "Dura lex, sed lex"!
- Dura quê? eu espero que dure o suficiente...
- Não é nada disso, mas estou a ficar intrigado com tantos donativos... o seu filho não faz nada e o senhor sempre a dar-lhe dinheiro, dá para desconfiar.
- Sabe, o meu filho foi o tal que deu o palpite dos números do totoloto que me deram um balúrdio e acho que devo dar-lhe uma parte considerável do prémio, sei lá, talvez metade... 7.500.000 euros e 500 euros por dia e por modelo, eu não sou muito bom de contas, mas já me disseram que 15.000 modelos devem chegar. Diga aí ao chefe que amanhã eu volto.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

TUDO?



A incerteza de tudo é coisa morta...
a velocidades ultrasónicas, digitais,
transmitem-nos apelos triunfais
de que nada ficará como antes,
teremos a felicidade em breves instantes
e quem vier atrás que feche a porta.

Tudo é fácil nesta romaria,
onde sem saber porquê, quisemos embarcar,
dando a entender a vontade de estar,
talvez para não sofrer a humilhação
de permanecer no meio da multidão,
retirando a essa vida a suprema fantasia.

Cantaremos uma melodia banal,
até um dia bem preciso,
com essa loucura dando lugar ao juízo,
iremos justificar em cada rosto
as causas de tamanho desgosto,
que reconhecemos no final.

domingo, 27 de maio de 2007

GOSTO DELA, SIM SENHOR!

Gosto da Clara Ferreira Alves, sim senhor. Ela tem um corte de cabelo muito giro, aquele amarelo quase branco que tapa cada vez menos o preto natural que vai crescendo por baixo, dá-lhe um ar de teen-ager, que nos faz esquecer os quase 50 que tem no BI... tudo por fora é século XXI, é "fashion", é cabedal, é cremes leves, é "eau de toillete", é... eu gosto dela, dessa imagem de intelectual distante naquele programa de tv onde juntamente com mais 3 maduros debita as mais profundas certezas no "eixo do mal", sabendo de tudo, qual enciclopédia Verbo de 23 volumes, mais anexos...
É por isso que eu sou contra a paridade entre géneros... então esta mulher vale tanto como o deputado Morgado que há uns anos atrás levou a Natália Correia a escrever a poesia do "truca-truca"? não, esta Clara vale por 5, no mínimo, tantos sãos os temas que aborda sem complexos nos folhetins do "eixo", ela sempre pronta a sair dos eixos...
Pois, eu gosto dela sim, mas do que está lá dentro, ou muito me engano ou perdeu a validade. Então não é que o culpado deste conflito entre palestinianos (hamas e fatah, em minúsculas para não lhes dar grande importância) é o "poderoso", diz ela, vizinho israelita, que tem sido governado pelo "vegetal" Sharon, pelo "fraco" Olmert e pelo "velho" Shimon Perez (para o Netanyahu não encontrou adjectivos). É obra, um país "poderoso" a ser governado por indivíduos tão fracos, ao contrário de uma Palestina tão fraquinha governada por palestinianos tão fortes... é assim, não é oh Clara?
Ainda por cima, agora que os palestinianos iam começar a fazer um país independente e já se começavam a habituar a um governo deles... os poderosos USA e UE viraram-lhes as costas, malandros.
Eu pensava que já eram horas de os palestinianos começarem a governar-se a si próprios, como têm feito os israelitas desde 1948, mas com a ajuda da Clara Ferreira Alves e dos amigos jornalistas, ainda vão continuar a cair de mão beijada, como tem sido desde o final da 2ª guerra mundial, biliões de dólares de subsídios para os refugiados palestinianos, pagos pelos países ocidentais (agora até oferecemos um estádio de futebol para se entreterem no intervalo do "lançamento da pedra"), sem que ao menos alcatroem as estradas da Palestina (uma boa maneira de acabar com a "intifada" por falta de pedras nas ruas). Ao menos fossem para casa dormir a sesta, para não dar a sensação a quem os sustenta que são milhões na rua sem fazer nada, como mostra na tv...
Clara amiga, se diziam há séculos que os portugueses eram um povo que não se governa nem se deixa governar, o que acha destes nossos antepassados palestinianos? Sabe o que lhe digo? O azar de tudo isto é que em 1948, Salazar deveria ter oferecido o Alentejo a Israel, o que nos daria a honra de ter vizinhos com vontade de trabalhar e acabaríamos com um conflito... eterno.
Um povo que consegue plantar laranjais no deserto tem sempre o meu apreço, mas também lhe digo, não gosto de ver aqueles fundamentalistas com aquele penteado estrambólico, anémicos, vestidos de preto, a abanar a cabeça junto das paredes sagradas.
A propósito, a Clara ouviu falar numa conta de milhões de euros que o camarada Arafat deixou na Suiça para a viúva loira e os filhos ficarem com um democrático pé-de-meia? ainda não li nada disso sobre os "vegetais", "fracos" e "velhos" dirigentes israelitas.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

DO NADA...


Vamos ao sabor de novas marés,
juntamos o sol e o mar no horizonte,
a planície verde com o branco monte...
cremos poder estar em todo o lado,
julgamo-nos um Deus reciclado
e temos muito menos que Moisés!

O ser e o ter confrontam cada segundo
os sentimentos de cada um de nós,
como correntes incertas junto à foz
do rio de pensamentos coloridos,
que nos ajudam a saltar todos os perigos,
encontrados neste e noutro mundo.

Temos um universo sem medida
mesmo aqui à nossa beira,
com gente vagueando sem eira,
despojada de tudo o que precisa,
consequência lógica da cobiça
de quem tem mais olhos que barriga.

Mas iremos mudar tudo, assim o espero,
o conflito que parece estar no peito
de quem manda, sem respeito
pelo seu par e seu vizinho,
destruindo cada dia o caminho,
será outro, mais humano e mais sincero!

REGRA DOS 40%

Pois então... 40%. Caramba, como é possível? Os jornais dão conta de um aumento de 40% de leitores em Portugal nos últimos 10 anos, o que, se não é recorde mundial, para lá caminha... e depois vêm dizer-nos que a malta não lê, não sabe escrever, não estuda, limita-se a olhar para a televisão, vai às discotecas. Pois vai, mas entretanto lê porque se não o fizesse, como se justificava este aumento de 40%? É obra! A propósito, a leitura das legendas na televisão também entrou nos cálculos dos 40%? é que, não é por nada, mas estou a desconfiar destes números...
É que ainda há uma coisinha importante nestes números, a população escolar da minha escola desceu nos últimos 10 anos... 40%, o que não sendo um dado rigoroso a nível nacional reflecte uma tendência interessante se não fosse assustadora. A população escolar está a diminuir e os leitores a crescer desmesuradamente, o que me leva a pensar que não dá a bota com a perdigota.
Mas será que este aumento de 40% de leitores foi apurado em função do número de livros vendidos? se foi assim, dá para perguntar se as estantes dos novos apartamentos já vêm com os livros incluídos...
Mas para todos aqueles que compravam livros todas as semanas e que, face à crise instalada, tiveram de começar a comprar um livro quando "o rei faz anos", como é o meu caso, ainda vão encontrar um dia destes uma notícia parecida com "aumentou 40% o número de leitores entre 1640 e 2007", o que não deixa de ser um aumento e... bastante significativo.
Já agora, também vem na notícia que a Câmara Municipal de Lisboa, aquela entidade que todos os entendidos dizem estar falida, vai subsidiar a Feira do Livro com 40 mil contos (eu ía escrever 200.000 euros, mas o número 40 não me sai da cabeça) e se a verba for entregue para comprar livros para as bibliotecas municipais até acho muito bem e começo a acreditar nesses 40% de aumento de leitores, mas... acho que não é bem para isso.
E os 40% não me saem da cabeça... então não é que as acções do Benfica caíram 40% em 3 dias? bolas, isto é pior que aquela goleada dos 7-0 em Vigo há uns anos atrás. Mas não há problema, nestas coisas de números é mais fácil chegar ao fim da época com saldo positivo que arranjar maneira de marcar golos, pelo que já vem a caminho um contabilista criativo para dizer que no futebol "elas contam é lá dentro". O quê, cairam 40%? então ainda há 60% para comprar um "ponta de lança"...
Nunca joguei na bolsa, entendo melhor que uma batata cortada em quartos, plantada e regada possa dar 10 ou 15 batatas novas, o que na bolsa pressuporia um aumento das acções de cerca de 1500%, mas ver uma empresa todos os dias a valorizar e a desvalorizar um bem, cheira-me a jogos de monopólio, com compras, vendas, telefonemas, sondagens, boatos, off-shores e jorges figueiredos pelo meio... um jogo que só tem uma vantagem: quando alguém ganha faz uma festa e quando milhares perdem calam-se para ninguém saber de nada, o que traz um apaziguamento social que é de louvar, até que um qualquer primeiro ministro diga que "essa coisa da bolsa tem lá muito gato por lebre". Aí é o caos e normalmente acontece de 10 em 10 anos.
Pode ser, como dizia um amigo meu, que valorizem... 40%?

terça-feira, 22 de maio de 2007

TEMPO

Acerto a minha voz
pelo calor da ternura...

Acerto o meu coração
pela pulsão que perdura.

Acerto o teu olhar
por uma lágrima de vida...

que me marca a hora certa
de uma paixão aberta,
sem entrada e sem saída.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

O MIGUEL É ASSIM MESMO...

"O Miguel é assim mesmo...", não quer dizer "Oh Miguel, é assim mesmo!" e nesta época em que quase todos escrevemos os sms sem acentos, pontos e vírgulas, é bom esclarecer, para que alguém mais distraído não pense que estamos a concordar com o Miguel, quando apenas queremos dizer que o Miguel não tem emenda... e não tem emenda porquê? não sei, mas ele deve ter uma pedrinha no sapato...
Mas antes de mais quero aqui referir aos poucos mas bons, que me lêem, que o Miguel tem escrito muito sobre muita coisa e quase sempre reflecte a minha opinião. Esta última crónica do "Expresso" de 19 de Maio, onde me revejo na quase totalidade, vem novamente colocar um pouquinho de veneno sobre a classe docente a que pertenço há 35 anos, o que não sendo novidade, vem reforçar alguma animosidade em relação a uma classe profissional constituída, na generalidade, por pessoas competentes, idóneas e com a média de instrução mais elevada do país.
Costumo dizer que as portas das igrejas e das escolas estão sempre abertas, sendo certo que, quase sou levado a pensar que só não estuda quem não quer. No ensino publico, em Portugal foi norma os professores serem escolhidos por concurso publico, o que não aconteceu nem acontece em empresas publicas ou privadas, jornais, tvs e outras que me dispenso de enunciar...
Ora, o princípio da ocupação dos lugares por concurso foi sempre com a intenção de escolher os melhores e não haver lugar a cunhas, sempre necessárias em quase todas as outras actividades em Portugal, como fazer crónicas nos jornais. Agora, com a descoberta dos blogs tenho chegado à conclusão de que há bons cronistas sem jornal, mas a vida é mesmo assim e não é fácil ser filho de quem se foi...
É interessante classificar a ministra da educação como a melhor ministra do actual governo, dizendo-se que pôs os professores a trabalhar mais e a ganhar menos (a redução do deficit foi feita na quase totalidade à custa dos funcionários do Estado) e os alunos mais tempo na escola.
Mas eu aceito o Miguel assim mesmo, porque ele escreve sobre tudo, qual Marcelo Rebelo de Sousa, raramente tem dúvidas e nunca se engana, tal qual Cavaco Silva... continuo a lê-lo com interesse todas as semanas mas às vezes não estou de acordo e como a democracia é isso mesmo...
Já agora, passe pelos parques de estacionamento das escolas e verifique os carros dos professores, as marcas, os modelos e o ano de matrícula. Vai reparar que há lá um ou dois mercedes, um ou dois bmw e o resto é lata. Depois pergunte o que fazem os maridos ou esposas dos donos dessas máquinas. Quase lhe garanto que todos os conjuges são empresários...
As latas são dos trabalhadores por conta de outrem, sejam ou não professores.
Acho que o Miguel vai ficar na história como o filho de Sophia de Melo Breyner Andressen. Só isso.

sábado, 19 de maio de 2007

TERAPIA DE GRUPO


A graça e a melodia de um conjunto
de corpos belos, jovens, ideais,
trocam entre si gestos, sinais
capazes de vencer outras barreiras,
tecem rendas de todas as maneiras
e alcançam vitórias de um amor profundo.

A cada dia procuram o esplendor
de uma utopia que os une,
fazem do jogo o seu melhor perfume
e sentem que são jovens fora e dentro,
construindo a cada momento
a vitória da razão e do amor.

Vão por aí, em caminho pleniluno,
feito de derrotas e vitórias
arquivadas em arco-iris de memórias.
Tentam atingir na terra o paraíso,
colocando em cada gesto o seu sorriso
e farão desta poesia quase tudo.