Palavras... oceano de letras que se une
e em cada onda se desfaz.
Dizem o que dizem, valem o que valem...
assim como explicar o mundo, a guerra, a paz,
a solidão, o amor, a felicidade,
com sinais que no silêncio se evadem.
sábado, 21 de abril de 2007
sexta-feira, 20 de abril de 2007
AS COISAS ESTÃO COMPLICADAS...
- Não achas que a situação está a ficar um pouco complicada? todos os dias aparecem factos, alguns tão singulares, que não conseguimos ter com eles um juízo "chiclete, mastiga e deita fora"... ficam cá dentro a brigar connosco...
- É mesmo, já me tem acontecido... ouviste aquela do pai que foi condenado a 1.600 euros de multa porque bateu no filho, só porque ele faltava às aulas?
- Palerma...
- O pai?
- Estava a falar da juíza...
- ahhh... mas também não se deve bater nos miúdos. Sei lá, o rapaz não queria ir às aulas, estudar dava-lhe sono, os amigos se calhar também não íam e agora ter estudos ou não ter é igual, fica tudo desempregado. As lojas não têm ninguém, mas vender droga tem sempre clientes... um dia destes até pode ser que vejas o puto a andar de porshe e o pai a dar serventia. Daqui por uns anos, já lava dinheiro e compra um desses diplomas...
- Palerma...
- O miúdo?
- Estava a falar da juíza...
- Vê lá, o velho a dar porrada no miúdo só porque falta à escola... agora tem de trabalhar 3 meses para pagar a multa, vestir o miúdo e cair com a semanada, que o jovem não quer estudar, mas quer ir à discoteca aos sábados... e a mãe a fazer-lhe o comer...
- Palerma...
- A mãe?
- Estava a falar da juíza!!!
- É mesmo, já me tem acontecido... ouviste aquela do pai que foi condenado a 1.600 euros de multa porque bateu no filho, só porque ele faltava às aulas?
- Palerma...
- O pai?
- Estava a falar da juíza...
- ahhh... mas também não se deve bater nos miúdos. Sei lá, o rapaz não queria ir às aulas, estudar dava-lhe sono, os amigos se calhar também não íam e agora ter estudos ou não ter é igual, fica tudo desempregado. As lojas não têm ninguém, mas vender droga tem sempre clientes... um dia destes até pode ser que vejas o puto a andar de porshe e o pai a dar serventia. Daqui por uns anos, já lava dinheiro e compra um desses diplomas...
- Palerma...
- O miúdo?
- Estava a falar da juíza...
- Vê lá, o velho a dar porrada no miúdo só porque falta à escola... agora tem de trabalhar 3 meses para pagar a multa, vestir o miúdo e cair com a semanada, que o jovem não quer estudar, mas quer ir à discoteca aos sábados... e a mãe a fazer-lhe o comer...
- Palerma...
- A mãe?
- Estava a falar da juíza!!!
quinta-feira, 19 de abril de 2007
INSTANTES
quarta-feira, 18 de abril de 2007
TODOS DIFERENTES E... BEM DIFERENTES!
Na verdade todos somos diferentes e não gostamos nada de igualdades. Uma amiga minha já deixou de vestir umas roupas muito giras porque encontrou uma amiga com a mesma roupa, o que até poderia levar as pessoas a fazê-las gémeas. A propósito de gémeos, é muito giro vesti-los por igual quando são pequenos, mas conforme crescem até deixam de achar piada à coisa. Então essa do “todos diferentes, todos iguais” não me soa muito bem e talvez o “todos iguais, todos diferentes” fosse melhor.
Quando essa treta da “Introdução Política e Administrativa da Nação” era ministrada aos jovens durante o Estado Novo, e eu andei por lá, os professores tinham o hábito de passar como cão por vinha vindimada, pelo capítulo do socialismo, mas a curiosidade levou-me a ler umas coisas e daí a descoberta de algumas pérolas, tais como:
Socialismo – organização social onde “a cada um conforme as suas capacidades”
Não confundir com a outra definição que procurávamos, também por curiosidade:
Comunismo – organização social onde “a cada um conforme as suas necessidades”.
Não sei porquê, lembrei-me agora da outra bem conhecida de “venha a nós o vosso reino”, que concerteza está a ser implementada à força toda por este governo do senhor engenheiro José Sócrates ( quem o dera que o fosse, mas ainda pode vir a sê-lo). Mas voltando à vaca fria, ou melhor, às diferenças, elas existem e ainda bem. O problema é a valorização da diferença que não tem nada a ver com a desvalorização de aspectos que têm tudo a ver.
Então não temos todos os dias exemplos de pessoas extraordinárias em todas as culturas, credos, cores e géneros? E pessoal imbecil em cada um destes grupos, não temos também, ainda com mais fartura? Então se o problema é arranjar um bode expiatório temos de ir arranjá-lo noutros parâmetros, porque com estes não chegamos a lado nenhum. Que tal discriminarmos, se é que temos de o fazer, com a educação (não estou a falar em instrução, que é outra coisa bem diferente), a higiene, o cumprimento das regras de trânsito, o deitar lixo e cuspir para o chão, o comprar e não pagar (a “palavra de honra”, não é?)… o que é que acham?
Talvez alguns dos “apanhados” mudassem de cor.
Quando essa treta da “Introdução Política e Administrativa da Nação” era ministrada aos jovens durante o Estado Novo, e eu andei por lá, os professores tinham o hábito de passar como cão por vinha vindimada, pelo capítulo do socialismo, mas a curiosidade levou-me a ler umas coisas e daí a descoberta de algumas pérolas, tais como:
Socialismo – organização social onde “a cada um conforme as suas capacidades”
Não confundir com a outra definição que procurávamos, também por curiosidade:
Comunismo – organização social onde “a cada um conforme as suas necessidades”.
Não sei porquê, lembrei-me agora da outra bem conhecida de “venha a nós o vosso reino”, que concerteza está a ser implementada à força toda por este governo do senhor engenheiro José Sócrates ( quem o dera que o fosse, mas ainda pode vir a sê-lo). Mas voltando à vaca fria, ou melhor, às diferenças, elas existem e ainda bem. O problema é a valorização da diferença que não tem nada a ver com a desvalorização de aspectos que têm tudo a ver.
Então não temos todos os dias exemplos de pessoas extraordinárias em todas as culturas, credos, cores e géneros? E pessoal imbecil em cada um destes grupos, não temos também, ainda com mais fartura? Então se o problema é arranjar um bode expiatório temos de ir arranjá-lo noutros parâmetros, porque com estes não chegamos a lado nenhum. Que tal discriminarmos, se é que temos de o fazer, com a educação (não estou a falar em instrução, que é outra coisa bem diferente), a higiene, o cumprimento das regras de trânsito, o deitar lixo e cuspir para o chão, o comprar e não pagar (a “palavra de honra”, não é?)… o que é que acham?
Talvez alguns dos “apanhados” mudassem de cor.
terça-feira, 17 de abril de 2007
LIBERDADE

Que atitudes? que valores?
quem sou eu para julgar?
de estar bem com meus amores
gosto de estar... de bem estar.
Em cada dia que passa,
sinto estar bem melhor
olhando além da vidraça,
construindo o meu amor.
No nevoeiro cinzento,
esperando uma mensagem
que devolva o brilho imenso,
que me dará nova imagem.
O silêncio, o mar calmo,
prescutando sons e cantos,
os deuses louvando em salmo
tempos felizes, instantes.
Procuro nesta paixão
algo que tudo mova,
na palma da minha mão
o prazer que se renova.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
POBREZA NUNCA MAIS!
De facto já alguém muito mais sábio que eu, como se eu fosse sábio qualquer coisinha, dizia para quem o queria ouvir que "abençoados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus". Bem, esta referência monárquica terá de ser adaptada aos republicanos, tribalistas (não os da música, que esses são muito bons) e outros que se governam de outra maneira qualquer, mas voltando aos pobres de espírito, eram e são esses mesmos , os portadores do bilhete de entrada no reino dos céus. Nem uma referência aos pobres de facto, aqueles 2.500 milhões que conseguem viver com menos de 2 dólares por dia, a esse número gigantesco que dava para encher de gente 250 (duzentos e cinquenta) países como Portugal. Tudo isto segundo o jornal de hoje e com algumas reservas porque os jornais às vezes confundem milhares com milhões e colocam vírgulas onde não existem. Mas deve ser isso mesmo, 2.500.000.000 de pobres num total de 6.000.000.000 que por cá andam, ou seja um pouco mais de 40% da população mundial e como uma desgraça nunca vem só, o dólar tem estado a desvalorizar nos últimos tempos, o que deve transformar os pobres em miseráveis nas estatísticas do próximo ano. Esquecem-se os peritos da ONU, da FAO, da COCA , da COLA CAO e etc e tal de contabilizar aqueles desgraçados que com mais de 2 (dois) dolares por dia, conseguem chegar ao final do mês com saldo negativo, porque embora ganhem mais uns cobres, são aliciados com o reino dos céus todos os dias através da televisão, dos jornais, dos folhetos de promoção das caixas de correio, dos telefonemas a prometer o paraíso (a estância de turismo do "reino dos céus") e de uns postais muito divertidos que uns quantos nos mandam para não nos esquecermos de pagar o imposto sobre a casa que pagamos, o selo do carro, a inspecção, a revisão, o IRS, a Segurança Social, as propinas dos miúdos, a prestação do empréstimo, o PPR (mais vale prevenir, não é?), a farmácia...
Ainda bem que só os pobres de espírito têm entrada garantida no reino dos céus, porque se fossem todos os pobres... não cabiam lá dentro.
domingo, 15 de abril de 2007
GNOMO

Aquele descontraído olhar,
próprio de quem tem a solução
para os diferentes problemas da razão,
transmite a enorme confiança
de como encarar a realidade e a esperança,
no mar que tem aí p`ra navegar.
Irá encontrar o oceano em turbilhão,
saberá passar por ele, creio bem,
usará a letra H como ninguém.
Dias haverá em que a humildade
o fará pedir um conselho, na verdade,
para melhor cumprir sua paixão.
Será bom que, no fim da estrada,
se lembre de uma vida preenchida,
em cada momento devida
a si mesmo e a todos quantos
lhe ofereceram mil encantos
e... uma família adorada.
sábado, 14 de abril de 2007
PERDER É MUITO CHATO!

Perder é mesmo aborrecido, mas não é nenhuma perda, ou seja, o acto de perder pressupõe que houve um desafio que se jogou e... perdeu, mas só isso. Todos percebem que há mais desafios e batalhas pela frente que estão à nossa espera, para serem vencidas e perdidas, porque a vida não é só uma destas coisas. Alguém me dizia que nunca se vence sempre, nem se perde sempre (embora alguns nos queiram fazer pensar que não é assim).
Tudo isto a propósito de um encontro de judo a que tive o prazer de assistir, porque um amigo meu, o João, tinha lá o filho a participar e me telefonou se não tinha uns minutos para presenciar o encontro, muito embora eu pense que me convidou para ver o Raul, o filho dele, a fazer umas projecções e imobilizações aos amigos da sua idade.
Depois de uma derrota inicial, o Raul (e o João, que também lutava por fora, com a Canon digital de não sei quantos megapixels) venceram o segundo combate, que deixou os pais felizes da vida. Perde-se e ganha-se e molda-se a personalidade dos miúdos, no contacto e na relação que se estabelece. Lembrei agora o ministro Sarmento, com quem não simpatizava até ele dizer numa entrevista que, quando era novo tinha sido "boxeur". Fiquei com boa imagem do homem, e olhava para ele como quem já tinha levado uns murros na cabeça e tinha chegado a ministro... e para lá continuar sujeitou-se a encaixar mais uns quantos, estes agora figurados, claro.
Acho até que deveria ser feito um levantamento, no sentido de saber quantos jovens "utentes" dos serviços prisionais, entre os 18 e os 25 anos nunca praticaram desporto federado. Poderíamos chegar a conclusões muito interessantes.
A perda, sim, aquela que leva a que alguém se perca, essa é que tem de ser combatida e vencida por todos, em casa, na escola e na sociedade.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
PROMESSA
Também
este meu poema
pode ficar bloqueado
um dia, em qualquer lugar...
Pode ser morto,
enterrado,
mas será p`ra recordar.
Falará do sofrimento
de quem vive uma paixão
que não consegue apagar.
Falará também do sol
na festa do ser humano,
de tudo o que é verde e lindo
para lá do oceano...
Terá sempre um chamamento,
uma notícia, um recado,
um sinal p`ra despertar.
Também
este meu poema
pode ficar bloqueado
um dia, em qualquer lugar.
Podem torcer-lhe as palavras
até que elas transpirem
e fazê-las confessar...
Mas morto este poema
continuarei a ouvir a tua voz clandestina
e... nem morte, nem prisão
calarão a melodia
que ouvirei dia a dia
entoando esta paixão!
este meu poema
pode ficar bloqueado
um dia, em qualquer lugar...
Pode ser morto,
enterrado,
mas será p`ra recordar.
Falará do sofrimento
de quem vive uma paixão
que não consegue apagar.
Falará também do sol
na festa do ser humano,
de tudo o que é verde e lindo
para lá do oceano...
Terá sempre um chamamento,
uma notícia, um recado,
um sinal p`ra despertar.
Também
este meu poema
pode ficar bloqueado
um dia, em qualquer lugar.
Podem torcer-lhe as palavras
até que elas transpirem
e fazê-las confessar...
Mas morto este poema
continuarei a ouvir a tua voz clandestina
e... nem morte, nem prisão
calarão a melodia
que ouvirei dia a dia
entoando esta paixão!
quarta-feira, 11 de abril de 2007
E SE OS POBRES DESAPARECESSEM?

O sonho é normalmente incontrolável e aí tudo é possível, mas ele nunca vem do nada. O sonho é, creio, a nuvem que se forma na experiência do dia a dia, tornando-nos participantes activos de "estórias" que nos fazem sorrir ou de desgraças que nos incomodam.
Mas o meu último sonho trouxe-me novidades e se a ideia até era muito interessante e positiva, acabou por se tornar mais um obstáculo à felicidade. Então não é que sonhei que o "governo" (nem sei se era este ou outro qualquer, não consegui identificar) tinha conseguido fazer promulgar um decreto-lei que acabava com a pobreza? que coisa boa, de um dia para o outro tinham disponibilizado verbas enormes e viam-se crescer nas cidades urbanizações espectaculares para alojar todas essas famílias necessitadas, escolas novas para os filhos da miséria, as roupas sujas queimadas em fogueiras enormes e substituídas por novas. Houve até alguns remediados que se infiltraram nas filas de pobres, mas foram detectados e denunciados, por tentativa de aproveitamento ilícito. Era vê-los bem lavados, escanhoados, vestidos em conformidade com as profissões para que entretanto tinham recebido formação. As pessoas das classes média, média alta e alta, assistiam a tudo isto e declaravam em voz alta nas entrevistas de rua que não se importavam de pagar mais do que os 75% de IRS que o governo cobrava, porque sentiam que iam poupar com muitas despesas.
- Já viu que agora, sem pobres, miseráveis e outros marginais, não temos necessidade de polícia, assistentes sociais, médicos, enfermeiros, psicólogos, comissões de protecção de jovens em risco, associações de apoio à pobreza, banco alimentar contra a fome, carrinhas da sopa, exército da salvação e outros? Para não falar da redução de despesas com empresas de segurança, fechaduras ultra-seguras, apólices de seguro contra roubos, peditórios nos semáforos e campanhas de solidariedade...
- Pois, a situação iria piorar para esses milhares de profissionais, que, sem trabalho iriam cair na pobreza, provavelmente...
Na verdade até custa acabar com a pobreza quando pensamos nos problemas que iria causar a quem vive... da pobreza.
Mas o meu último sonho trouxe-me novidades e se a ideia até era muito interessante e positiva, acabou por se tornar mais um obstáculo à felicidade. Então não é que sonhei que o "governo" (nem sei se era este ou outro qualquer, não consegui identificar) tinha conseguido fazer promulgar um decreto-lei que acabava com a pobreza? que coisa boa, de um dia para o outro tinham disponibilizado verbas enormes e viam-se crescer nas cidades urbanizações espectaculares para alojar todas essas famílias necessitadas, escolas novas para os filhos da miséria, as roupas sujas queimadas em fogueiras enormes e substituídas por novas. Houve até alguns remediados que se infiltraram nas filas de pobres, mas foram detectados e denunciados, por tentativa de aproveitamento ilícito. Era vê-los bem lavados, escanhoados, vestidos em conformidade com as profissões para que entretanto tinham recebido formação. As pessoas das classes média, média alta e alta, assistiam a tudo isto e declaravam em voz alta nas entrevistas de rua que não se importavam de pagar mais do que os 75% de IRS que o governo cobrava, porque sentiam que iam poupar com muitas despesas.
- Já viu que agora, sem pobres, miseráveis e outros marginais, não temos necessidade de polícia, assistentes sociais, médicos, enfermeiros, psicólogos, comissões de protecção de jovens em risco, associações de apoio à pobreza, banco alimentar contra a fome, carrinhas da sopa, exército da salvação e outros? Para não falar da redução de despesas com empresas de segurança, fechaduras ultra-seguras, apólices de seguro contra roubos, peditórios nos semáforos e campanhas de solidariedade...
- Pois, a situação iria piorar para esses milhares de profissionais, que, sem trabalho iriam cair na pobreza, provavelmente...
Na verdade até custa acabar com a pobreza quando pensamos nos problemas que iria causar a quem vive... da pobreza.
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